A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 02/10/2021

A valorização da cultura nacional é essencial para o sentimento de pertencimento e identidade de um povo. Por isso, cabe à Constituição Federal Brasileira zelar pelo pleno exercício dos direitos culturais e do acesso aos recursos culturais nacionais, apoiar e estimular a valorização e a difusão das expressões culturais e democratizar a aquisição cultural. Entretanto, o baixo poder aquisitivo da população vinculado à desvalorização da cultura nacional proporcionou, atualmente, um acesso restrito à cultura no Brasil.

Em primeiro lugar, em termos de perspectivas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a desigualdade social no país aumenta a cada ano, e 50 milhões de pessoas no Brasil estão na linha da pobreza. Sem dúvida, a possibilidade de promoção cultural desses cidadãos é limitada, pois o acesso a museus, cinemas, espetáculos teatrais e a compra de livros e outros meios culturais são elevados se comparados ao poder aquisitivo dessas pessoas.

Em segundo lugar, cabe destacar que o processo de globalização hierarquizou a transmissão de valores culturais, resultando na padronização da existência individual a partir de referências dominantes. Ao mesmo tempo, essa ideia interage com o termo cultura popular criado pela Escola de Frankfurt, que foi gerado na perspectiva de um grupo e apenas com fins lucrativos. Como resultado, os valores locais e nacionais são quebrados e as pessoas não podem entendê-los.

Por todos os fatos mencionados é mister que, o governo precisa garantir o consumo de produtos culturais por meio da qualificação profissional dos grupos de baixa renda, a fim de aumentar o poder de compra desse grupo de pessoas. Além disso, a mídia precisa priorizar a cultura popular em seus programas por meio de programas de televisão, a fim de comunicar os valores locais e nacionais ao público. Assim, todo o país deu mais um passo na salvaguarda do direito à democratização cultural.