A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 01/10/2021

Governo Sarney, 1985. Nasce o Ministério da Cultura no Brasil, com a fundamental de promover, gerenciar, financiar e, portanto, valorizar o patrimônio material e imaterial do país. Desde então, torna-se mais fácil se aproximar a população de suas trajetórias. No entanto, mais de 30 anos depois, cabe pensar até que ponto existe esse acesso.

Em primeiro lugar, é importante entender o que é cultura, um fim para analisarmos sua relação com todos os nossos clientes. No Brasil, um país tão populoso, há a presença de inúmeros povos, etnias e grupos sociais que possuem seu próprio conjunto de crenças, tradições e produções artísticas, tendo, portanto, uma cultura específica. Democratizá-la, em nosso país, é, então, valorizar todas as manifestações, não preterindo uma em razão de outra, garantindo que todos os grupos sejam contemplados. Entretanto, nem sempre o acesso a toda essa diversidade é tão presente, deixando a aquarela brasileira, um princípio cheia de núcleos, apenas na letra da música.

Nesse sentido, um país que Deveria ser símbolo de variedade, de mistura de tons e fantasias, acaba se resumindo a uma cultura monocromática, e o acesso, que já é pouco, fica prejudicado por uma falta de interesse dos cidadãos próprios. Sabe-se que é importante garantir o acesso à leitura, ao teatro, ao cinema. No entanto, é preciso, em primeiro lugar, que uma população perceba a importância desses itens para a formação de um indivíduo. Possibilitar essa aproximação, o que tem sido pouco feito, sem criar essa consciência no povo brasileiro não é resolver, mas mascarar o problema da falta de democratização.

Portanto, torna-se evidente que o processo de aproximação do povo brasileiro com seu patrimônio cultural está longe de acabar. Ainda há muito o que ser feito. Um bom caminho seria a promoção dos costumes de grupos desprivilegiados socialmente, tanto por parte do governo quanto da mídia e iniciativa privada, para divulgação e valorização das práticas e manifestações, por meio de programas de televisão ou campanhas.