A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 02/10/2021
“Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência, mas sim pela sua cultura”. Essa frase do sociólogo brasileiro Herbert de Sousa, batizada de Betinho, tem muito a ver com a relação e interação do brasileiro com os equipamentos culturais. Porém, no Pais, a democratização do acesso à cultura ainda enfrenta obstáculos, seja o trabalho do governo que não é suficiente para promover o contato cultural, seja o desestímulo da escola aos alunos no acesso aos produtos culturais. Nesse caso, é preciso analisar como as ineficiências nacionais e as omissões escolares têm feito com que os brasileiros se distanciem da cultura.
Primeiramente, o baixo investimento do país em equipamentos culturais públicos é o principal desafio do Brasil para democratizar a aquisição cultural. Isso porque, durante décadas, a administração pública negligenciou o potencial transformador que o acesso à cultura pode proporcionar aos indivíduos, seja ao ter à disposição uma biblioteca pública de alto nível, seja ao assistir uma peça teatral. Por conta dessa desvalorização do governo, a cultura brasileira ganhou status de elite, pois pessoas com menos privilégios não se consideram público-alvo de shows e exposições em museus. Segundo a UNESCO, não é por acaso que quase todos os brasileiros nunca participaram de museus e exposições de arte. Além disso, devido ao desinteresse do país em promover a cultura, a negligência das escolas públicas brasileiras também é um entrave à democratização da aquisição cultural. Isso porque a matriz curricular vigente prioriza disciplinas tradicionais e não prevê atividades culturais, como visitas a galerias e cursos de literatura e artes plásticas. Hoje, infelizmente, as escolas costumam ministrar apenas conteúdos considerados “relevantes” para o vestibular, excluindo cursos como cinema e música, que podem aproximar os jovens de projetos culturais. Como resultado dessa exclusão, os indivíduos crescem e pensam que a cultura e a arte têm pouco interesse.
Portanto, é claro que o estado e as escolas devem trabalhar muito para democratizar a cultura brasileira. Por isso, o Ministério Cultural deve dar acesso à cultura aos grupos desfavorecidos do Brasil e aumentar o repasse de recursos à Secretaria Nacional da Cultura para a construção de centros culturais nas capitais e cidades médias do interior. Tais centros deverão conter bibliotecas, além de anfiteatro para apresentações para a comunidade, além de oficinas de artes plásticas. Além disso, o Ministério da Educação deve incluir visitas a museus e cursos de história da arte no currículo das escolas primárias e secundárias. Assim, a exposição à cultura no Brasil acabará sendo mais democrática e estimulante.