A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 02/10/2021

“Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém”. Consoante a fala do filósofo Jean-Jacques Rousseau, é inegável que há democratização do acesso à cultura para todos, desde o início da civilização humana. No Brasil hodierno, averígua-se que o acesso à cultura é limitada a uma minoria avantajada, fruto de uma polarização geográfica dos centros culturais. O brasil tende a ser dissemelhante, visto que há uma negligência exacerbada dos poderes públicos em investimentos culturais, a disseminação das formas de expressão são parcialmente restritas e a condição necessária para acesso, torna-se alta, exemplificando o custo de vida do Brasileiro. Logo, é imprescindível que se discuta acerca das causas relacionadas à problemática e possíveis soluções.

Em primeira análise, é licito postular a falta de bens culturais em ambientes mais longínquos do centro urbano. Segundo pesquisas realizadas por Maurício Fiori, morar em regiões periféricas gera uma diminuição de 2,6% ao acesso a produtos culturais, como museus, bibliotecas e cinemas, fato evidenciado pela má distribuição de tais meios. Como consequência, a falta de oportunidades afeta uma grande parcela populacional, o que prejudica a formação plena do indivíduo. Dessa forma, urge a extrema necessidade do aumento da disponibilidade de acesso às manifestações humanas em regiões não centrais.

Faz-se mister que, democratizar é torna o acesso igualitário aos meios culturais no Brasil. Dado a inexistência da utopia, Vale saliente a mercantilização cultural, torna os patrimônios históricos moeda de valorização capitalista. Logo, o conceito de “Industria Cultural”, enunciado por Theodor Adorno, é propagado veemente, ou seja, a cultura é vista como forma de lucratividade, pois é interesse dos grupos econômicos promover apenas a cultura de massa e, dessa forma, o aparato público é limitado.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas aptas a gerar a plena democratização desse meio. Logo, urge que o Ministério da Cultura em parcerias públicas-privadas com instituições artísticas, por meio de incentivos fiscais a tais empresas, desenvolva programas os quais peças propaguem teatrais e sessões de cinemas nas periferias a preços populares ou gratuitamente, para que assim todos tenham uma chance de entrar em contato com tais manifestações. Ademais, é substancial que o Poder Executivo, aplique Políticas Públicas para fins culturais, através de investimentos e disponibilidade de verbas, a fim de promover uma maior distribuição geográfica. Assim, o recursos culturais normais chegar, de forma viável, a todos os setores da sociedade. Dessa forma, será possível caminhar para uma sociedade justa e igualitária para todos.