A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 02/10/2021
‘‘Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência, mas sim pela sua cultura’’. A frase do sociólogo brasileiro Herbert de Sousa, o Betinho, muito tem a ver com a relação entre as pessoas e sua interação com equipamentos culturais no Brasil. Entretanto, no país, a democratização do acesso à cultura ainda encontra empecilhos, sejam eles por parte do Governo, que não trabalha o suficiente para facilitar o contato com a cultura, seja por parte da escola, que não estimula o aluno a entrar aproximar-se de bens culturais. Nesse contexto, deve-se analisar como a ineficiência do Estado e a omissão escolar colaboram para o afastamento do brasileiro da cultura.
Em primeiro plano, nota-se que a desigualdade social agrava-se a cada ano no país, segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - há 50 milhões de brasileiros na linha da pobreza. Indubitavelmente, esses cidadãos têm uma possibilidade limitada de ascensão cultural, visto que a entrada em museus, cinemas, peças teatrais e a aquisição de livros e outros meios culturais é alto em relação ao poder aquisitivo de tal população.
Outrossim, o descaso gorvernamental mostra-se com fator prejudicial ao acesso a cultura. A Constituição Federal de 1988, em artigo 6º garante a todos os cidadãos o direito ao acesso ao lazer, todavia ao não disponibilizar mecanismos que cumpra essa prerrogativa, o mesmo têm seus direitos feridos. Assim sendo, é mister providenciar uma reconfiguração do sistema para que tenha-se contato cultural.
Dessa maneira, é imprescindível, que seja ajustado os fatores que filtra quem pode ou não frequentar as atividades culturais. Portanto, cabe ao Poder Executivo concomitantemente ao ministério da Cultura criar programas gratuitos que englobe a todos e invistam na criação de centros culturais nos municípios mais precários para que assim haja uma melhoria na educação futura do país.