A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 02/10/2021
O acesso à cultura no Brasil, infelizmente, é limitado à classes mais abastadas, tendo em vista o elevado custo de sessões de entretenimento e o raro - assim como difícil - acesso aos museus e teatros que fazem parte da história do país.
De acordo com a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), apenas uma pequena parte da população brasileira frequenta o cinema uma vez no ano, no mínimo. Assim como muitas cidades não possuem um teatro acessível ou salas de cinema.
No entanto, o surgimento de serviços de streaming como Netflix e Amazon Prime, por exemplo, contribui na jornada rumo à democratização da cultura. Com um preço mensal acessível, o assinante possui diversos filmes e séries à sua disposição. É interessante que o surgimento da própria empresa Netflix - a iniciativa de alugar DVD’s pelo correio - pode ser considerado uma tentativa de expandir a mensagem que a arte transmite.
Uma alternativa ainda mais popular é o circo. Por ser móvel e possuir preços mais acessíveis, os números de circo levam a vez com as comunidades carentes. A ausência de grande deslocamento é atrativo, pois o valor de um ingresso, somado ao tempo e dinheiro gastos no percurso, pode desanimar o cidadão. O cotidiano inconstante e agitado é perceptível no musical The Greatest Showman, que retrata o contato dos circenses com a comunidade local.
Tendo em vista o que foi exposto acima, é necessário que mais brasileiros possuam acesso à cultura. Assim, é necesário que o Ministério da Cultura, em parceria com instituições privadas, promova espetáculos itinerantes de fácil acesso pelo Brasil. O estímulo à criação de serviços de streaming nacionais, como a Brasil Paralelo, também são essenciais na contrução de cidadãos críticos. Ainda, os incentivos fiscais - partidos do Governo Federal - para empresários construírem cinemas e teatros em cidades pequenas, visando o maior alcançe da arte e o desenvolvimento humano.