A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 25/09/2021
Tornar o acesso a cultura igualitária no Brasil é um desafio que esbarra em fatores diversos, entre eles os fatores socioeconômicos. Desde o surgimento das divisões das classes sociais, conforme as pessoas avaliadas nobres ou que possuíam uma posição social superior tendo acesso como diferentes manifestações artísticas. Em contra partida, pessoas de posição social e financeira inferior não tinham e ainda não tem essa acessibilidade.
Pode-se afirmar que uma população mais rica da sociedade não se interessa com a possibilidade de levar uma cultura para uma sociedade sem que haja um interesse secundário. Um exemplo disso foi a política do pão e circo da antiga Roma, onde o alto escalão fornecia pão e trigo para a população e organizavam em arenas espetáculos com os gladiadores para que a população não se revoltasse. O que acontece até os tempos atuais.
Ademais, com a lei Áurea e o fim da escravatura, a falta de medidas para integração dos ex-escravos aumentaram ainda mais a desigualdade social e, por consequência, distanciando essa população da cultura, que nesse período seguia como tendências europeias. Essa realidade persiste ainda na modernidade, onde uma população não tem acesso a arte que muitas vezes ela já possui. Segundo o Ministério da saúde, mais de 70% da população brasileira nunca assistiu um espetáculo de dança, mesmo sabendo dançar.
Portanto, para democratizar o acesso à cultura, cabe ao Governo, com o auxilio da mídia, incentivar uma população a ir em museus e cinemas. Aos preços nos cinemas e museus e transmitir filmes nacionais e apresentações culturais na televisão. A fim de aproximar uma população de uma cultura brasileira.