A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 29/09/2021

Elitização da arte. Altos preços. Falta de logística. Distorção de leis. Essas são algumas constantes que permeiam a discussão sobre a coletivização do acesso à cultura no Brasil. Assim, mesmo com todo o desenvolvimento social e tecnológico presente, a acessibilidade da população a meios artísticos ainda está demasiadamente cerceada no pais. Percebemos que o governo não incentiva a população a ter interesse pela cultura e também não investe na mesma.

Primeiramente, o artigo 215 da Constituição Brasileira diz “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional, apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”, dessa forma pode-se afirmar uma incongruência no cenário nacional no que tange a democratização do acesso à cultura, corroborada por dados da Unesco, a qual revela que 10% dos mais ricos no país são responsáveis por cerca de 40% do consumo cultural no Brasil evidenciando a desigualdade social.

Ademais,  as condições que alguns prédios históricos se encontram, são deploráveis. Outros, como o  Museu da Língua Portuguesa e o Nacional foram destruídos pelo fogo como consequência a ausência de reformas. Por consequente da postura governamental com o pouco investimento em prédios e instituições de ensino torna uma sociedade pouco crítica, alienada bem como, pouco curiosa para buscar conhecimento seja do cotidiano sobre o que acontece atualmente no brasil e mundo ou até mesmo cientifico, impulsiona assim divisão de classes em nossa país. Desta forma, o difícil acesso das minorias à educação bem como, o não incentivo gera indevidos que não tem o habito da leitura como também não apreciar as artes e a música. Segundo o portal de notícias UOL, No brasil 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro.

A fim de democratizar o acesso à cultura, os poderes oficiais devem investir em primeiro lugar numa educação de boa qualidade, depois devem criar excursões escolares para conduzirem alunos de renda baixa à bibliotecas, museus, teatros e pontos históricos e culturais. Além disso, é necessário uma disponibilidade maior de recursos para obras e reformas desses.