A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 01/10/2021

A época colonial brasileira foi um momento onde diversas manifestações culturais diferentes se alocaram dentro da cultura nacional, essa miscigenação de culturas europeias e africanas, tornaram ricas as práticas brasileiras, contudo, os valores dos passados europeu escravocrata e o africano escravizado, ainda se vêm presentes no momento em que manisfestações como o samba e seus percussores são marginalizados e o acesso a teatros e cinemas é quase exclusivo para a alta cupula social.

Hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil em 2019, possuia 5,12 milhões de domicílios ocupados em favelas, essas também são as pessoas que compõe os 70% de pessoas que nunca frequentaram um cinema ou um teatro, a cultura garantida por lei no artigo 215 da constituição federal na prática é realmente garantida para a parcela populacional com pelo menos uma renda média.

Além da dificuldade no acesso a cultura, no brasil ainda se tem uma intensa  divisão cultural racial, basta ver que a esmagadora maioria da população com acesso a cinemas e teatros - costumes tradicionalmente europeus - são brancos, já a maior parte do povo na qual se deleita de costumes como o samba e o funk - costumes tradicionalmente africanos - é negra, isso somado com o intenso preconceito e descriminação sofrido pelas parcelas marginalizadas na população acaba por causar um monstruoso afastamento da maior parte da população dos meios culturais mais abrangente no Estado.

É de conhecimento geral que a maioria dos brasileiros, não conseguem frequentar teatros e cinemas por conta da renda, porém, a parcela desses que dispões de uma TV é bem maior, devido a isso, os meios midiáticos com apoio dos governos estaduais, devem televisionar em TV aberta, peças teatrais e obras cinematográficas, assim como dispor desses espetáculos presenciais gratuitos em áreas mais pobres, através de projetos socioculturais.