A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 12/09/2021
O acesso à cultura se dá por meio do contato com fontes históricas e literárias capazes de fornecer conhecimento e entretenimento. Contudo, no Brasil, como consequência da agravação do quadro da desigualdade social, uma espessa camada da população é privada desses recursos, e se faz necessária uma discussão sobre os impactos negativos desse fenômeno e uma proposta de combate ao mesmo.
No interior das comunidades, a presença de centros culturais, como livrarias, museus, teatros e cinemas tem como uma de suas funções a aproximação da população com a tradição brasileira, e a falta de incentivo na instalação de tais estruturas pode gerar um enfraquecimento da identidade nacional, criando inúmeros núcleos sociais pouco integrados à cultura nacional. Além disso, a desigualdade no acesso à informação - por meio da internet e das livrarias -, ocasiona na diminuição de oportunidades acadêmicas e profissionais para indíviduos de comunidades mais pobres.
Outro fator que se deve levar em consideração é a falta de incentivo e projetos governamentais que induzam diferentes faixas etárias a consumir a cultura. Na França, por exemplo, o governo distribuiu aos jovens um incentivo de 300 euros para que fosse gasto na compra de livros, buscando incitar o desenvolvimento do esquecido hábito da leitura. No Brasil, além de não existir tal incentivo, obstáculos como impostos sobre os livros comercializados e a dificuldade da instalação de uma rede wi-fi alguns municípios.
Em virtude do que foi dito, é evidente que o acesso à cultura é necessário para a integração da população à cultura nacional e criação de oportunidades através do fluxo de informação. Diante disso, o Governo Federal deve ser mais ativo na construção de instalações culturais culturais em municípios, além de tomar medidas que viabilizem as transações de livros com preços menores.