A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 14/09/2021

De acordo com os gregos antigos, era essencial o cidadão ter um tempo livre para estimular seus sentidos e seus pensamentos, para se antenar sobre a cultura e estudar. Essa prática era chamado de ócio. Na sociedade brasileira, a realidade do trabalhador não o permite praticar o ócio. Com uma jornada de trabalho de mais de 8 horas diárias, a falta de tempo, o bolso apertado e com a maioria das exposições culturais sendo não-gratuítas, a prioridade não é se relacionar com a cultura local e sim economizar.

A Islândia, aderiu nos últimos anos, uma jornada mais curta de trabalho, de 40 para 35 horas semanais, sem nenhuma diminuição de salário. O teste, feito entre 2014 e 2019, mostrou ótimos resultados, dentre eles a melhora no bem-estar dos cidadãos, o melhor balanceamento entre a vida profissional e pessoal, e claro, uma maior procura por enriquecimento cultural, portanto seria de grande importância a revisão da condição trabalhista brasileira, sobre a pouca quantidade de tempo livre que o empregado possui durante a semana.

Ademais, essa revisão não deve levar em conta apenas o tempo de trabalho do cidadão, mas também a sua renda, vendo que a renda per capita brasileira se encontra num válor um pouco maior que o salário mínimo atual(jornal FDR), ou seja, a maior parte da população brasileira se vê com dinheiro unicamente para o mínimo, o básico, sem condições para despesas extras(dentre elas as despesas para arte, a cultura e o lazer)

Portanto, diante de todas os obstáculos para o acesso á cultura na vida do brasileiros, é de extrema importância uma intervenção estatal e empresarial na questão. Contando com a ação do ministério do trabalho com uma revisão da jornada trabalhista brasileira, de forma que o trabalhador tenha mais tempo livre. E também o aderimento das empresas com um auxilio financeiro direcionado à cultura para os seus funcionários(seja em forma de um vale-compra ou  por um adicional ao seu salário mensal).