A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 14/09/2021
Formação de cidadãos críticos: acesso amplo à cultura
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todas as pessoas têm o direito de usufruir e de participar das produções culturais de sua comunidade. No entanto, essa não é a realidade do Brasil, uma vez que o alcance a diferentes obras, como filmes e livros, está comprometido. Portanto, a fruição igualitária da cultura é imprescindível para a formação de uma sociedade crítica e as barreiras físicas são um impeditivo para essa necessária democratização.
Em primeira análise, o acesso cultural democrático, no Brasil, é fundamental, pois propicia a formação de cidadãos conscientes. Esse processo, como debatido pela intelectual Susan Sontag, está associado ao desenvolvimento da capacidade crítica das pessoas por meio do contato com obras diversas como livros e filmes. Assim, a apreciação por todos de produtos culturais está relacionada à capacitação intelectual da população.
No entanto, apesar de sua evidente importância, essa fruição, no país, é comprometida, especialmente, pela má distribuição de espaços culturais como museus e livrarias. Dentre eles, a disposição dos cinemas é a mais desigual, uma vez que, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mais de 92% dos municípios brasileiros não apresentam essas salas de exibição. Logo, essas barreiras físicas comprometem o acesso igualitário a essas produções.
Dessarte, é fundamental que haja a democratização do acesso à itens culturais. Para tanto, é papel da Secretaria Especial da Cultura garantir a amplo desfrute de obras, por meio de projetos inclusivos, como as bibliotecas e cinemas móveis que são transportados para cidades interioranas -com uma população de menores condições socioeconômicas, normalmente-, para que, assim, todos possam usufruir da arte e, consequentemente, uma sociedade com cidadãos críticos seja formada. Dessa forma, um dos direitos universais da DUDH será, felizmente, garantido.