A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 08/09/2021

Na série 3%, da plataforma de stream Netflix, retrata um teste, aonde apenas 3%  da população é aprovada pelo “Processo”. Nesse contexto, a narrativa revela que, os aprovados vão para o Maralto, considerada a elite da sociedade, aonde os indivíduos tem acesso à cultura, tecnologia e lazer, enquanto os que não passam, permanecem vivendo nas favelas. Analogamente, tal narrativa pode ser relacionada à democratização do acesso à cultura no Brasil. Assim, é necessário analisar tal problemática, cujos principais pontos são: o poder centralizado no Brasil e a desigualdade democrática.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o Brasil constitui-se como uma nação na qual existem muitas pessoas com pouco poder, mas em contraste, poucas pessoas com muito poder. De acordo com Charles Mills, no seu livro “A elite do poder”, ele identifica tal grupo como aqueles que têm uma maior liberdade na sociedade. Assim, os que possuem maior poder aquisitivo, possuem acesso à lazer, literatura e cultura no corpo social. Desse modo, faz-se claro a forte centralização do poder, e, consequentemente, de direitos à elite brasileira.

Além disso, nota-se que, no país, há uma grande negligência democrática em relação à pessoas pobres, pois, aqueles que possuem baixa renda, não possuem as mesma oportunidades, comparado com pessoas de alta renda, logo, é um entrave para tal grupo ter acesso à cultura no imaginário coletivo. No filme Parasita, os filhos da família que enfrentam dificuldades financeiras, têm que trabalhar dia e noite para conseguir ter um pouco de lazer e condições mínimas para viver. Dessa forma, percebe-se a ausência democrática presente, uma vez que, as oportunidades não são oferecidas igualmente no Brasil.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para tornar popular a democratização do acesso à cultura no Brasil. Nesse víes, cabe ao Governo Federal - como instância máxima de administração executiva - disponibilizar centros culturais, bibliotecas, e teatros em municípios afastados do centro e em regiões pobres, por meio de legislações e leis atuantes, a fim de oferecer mais cultura à população brasileira. Somente assim será possivel viver numa realidade diferente da vista em “3%”.