A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 10/09/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação, cultura e ao bem estar social. Desse modo, no que diz respeito a democratização do acesso à cultura no Brasil, apenas uma parte da população desfruta desses direitos na prática. Os fatores que colaboram para que na contemporaneidade indivíduos não tenham o acesso ao conhecimento sociocultural está intimamente ligado a falta de interesse público bem como, no ambiente familiar ao não incentivar as crianças ao hábito da leitura.
Em primeiro lugar, desde o final da ditadura militar (1964-1985), no qual, o presidente José Sarney criou o Ministério da Cultura a fim de possibilitar o acesso da população novamente ao conhecimento. Na contemporaneidade o governo federal não prioriza a educação e eventos culturais como espetáculos de dança, orquestras, teatro e outros eventos que possam beneficiar a sociedade criando desta forma um povo alienado e pouco crítico. A falta de interesse público perante a cultura brasileira é realmente muito triste, como podemos citar o acontecido com o museu nacional, situado na cidade do Rio de Janeiro, no qual, um incêndio destruiu documentos, obras de arte, múmias e consequentemente parte da história não somente do Brasil mas também mundial.
Ademais, por consequente da postura governamental com o pouco investimento em prédios e instituições de ensino torna uma sociedade pouco crítica, alienada bem como, pouco curiosa para buscar conhecimento seja do cotidiano ou até mesmo científico, impulsiona assim divisão de classes na sociedade brasileira. Desta forma, o difícil acesso das minorias à educação bem como, o não incentivo gera indevidos que não tem o hábito da leitura como também não apreciar as artes e a música. Segundo o portal de notícias UOL, No Brasil 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro. Analogamente, Segundo António Lobo escritor e psiquiatra, a cultura assusta muito é uma coisa apavorante para os ditadores.
Depreende-se, portanto, a necessidade de democratizar o acesso da cultura no Brasil. Sendo assim, o Ministério da Cultura deve, a fim de possibilitar à parcela menos privilegiada dos brasileiros o acesso à cultura, aumentar os repasses financeiros às Secretarias Estaduais de Cultura, que deverão ser usados para a construção de centros culturais nas capitais e em cidades médias do interior. Tais centros deverão conter bibliotecas, além de anfiteatro para apresentações para a comunidade, além de oficinas de artes plásticas. Ademais, o Ministério da Educação deve incluir visitas a museus e aulas de história da arte no currículo do ensino médio e fundamental. Assim, o acesso à cultura no Brasil poderá finalmente ser mais democrático e instigante.