A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 14/09/2021

De acordo com a Constituição federal, o estado deve garantir a todos, acesso à cultura, apoiando e incentivando as manifestações culturais. Nesse contexto, nota-se uma desuniformidade em relação à democratização do acesso, uma vez que os que tendem a usufruir dela, são muita das vezes os integrantes das elites sociais. Dessa forma, a desigualdade do acesso à produção cultural, e o escasso incentivo estatal, são pontos a serem discutidos.

Em primeiro análise, nota-se uma desigualdade do acesso à produção cultural, visto que muitos indivíduos de baixo poder aquisitivo, tendem a ter menos contato. Nesse contexto, o escritor e poeta brasileiro Ariano Suassuna, ressalta que vivemos em dois países distintos, o país dos privilegiados e o dos despossuídos. Nesse sentido, nota-se que em relação à cultura não é diferente, pois os que são mais bem favorecidos, tem maior convívio com os meios culturais, dessa forma, não ocorre a democratização dos acessos.

Em segunda análise, observa-se uma negligência estatal em relação ao incentivo cultural. Segundo o educador e filósofo Paulo freire, o ensinamento nas escolas deveria ser menos mecanicista e mais voltado para a cultura. Desse modo, constata-se que o estado deve ser mais onipresente em relação aos incentivos dessas áreas, que ocupam lugar crucial para o desenvolvimento do intelecto social e identitário de uma sociedade. Dessa forma, através de suas manifestações culturais, conseguir se desenvolver e registrar os seus feitos.

Portanto, para ocorrer maior democratização do acesso à cultura no Brasil, o Ministério da Educação deve, formular um currículo de educação básico, realizando a inclusão de atividades pedagógicas e projetos robustos, e permanentes que incentive a cultura e a valorização da mesma, por meio de palestras, com a finalidade de democratizar o acesso. Desse modo, se tornar mais presente nas instituições e assim efetivando a participação estatal.