A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 11/09/2021

Desde o Iluminismo, houve desenvolvimento científico, filosófico, artístico da humanidade. Entretanto, lamentavelmente, o acesso a todo esse progresso não contempla a todos. É o que mostra pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), cujos dados apontam que 40% dos brasileiros não têm acesso ao cinema, um dos meios culturais mais difundidos no mundo. Nesse cenário, é necessário que haja estímulos: artísticos à população; à formalidade no setor criativo.

A princípio, o povo brasileiro já sofre com o salário mínimo a R$1100,00 e as despesas indispensáveis, que sustentam a vida de uma pessoa. Tal remuneração mensal, para haver condições ideais que permitam a livre escolha do lazer sem que o dinheiro seja um problema, deveria ser R$3928,73, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que faz levantamentos desde 1994. Dessa forma, a urgência das famílias brasileiras é comer, não a ir a cinemas, teatros, museus e, assim, eles são, infelizmente, deixados de lado.

Em segunda instância, a situação da formalidade no setor artístico brasileiro é preocupante, visto que, segundo levantamento do IBGE, o número de trabalhadores com carteira assinada caiu, de 2014 a 2018, de 45% para 34,6%, enquanto que a informalidade cresceu de 38% para 45,2%. Tais infortunados dados evidenciam que, em consequência desse aumento, menos pessoas vão ter seus direitos trabalhistas garantidos, o que abre margem para a exploração do povo e consequente precarização de sua qualidade de vida.

Portanto, é necessário haver incentivos para a democratização do acesso à cultura no Brasil. Para isso, o governo federal deve dar estímulos financeiros às organizações culturais, disponibilizando empréstimos com juros baixos , para que elas ampliem suas atuações formais. Após isso, ele mesmo precisa regular a situação financeira nacional do país, promovendo aumento do piso salarial mínimo, visando possibilitar maior circulação das novas tecnologias pela população e, consequentemente, da cultura.