A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 14/09/2021
Em 1948 ocorreu o Apartheid, regime que segregou os negros na África do Sul e os privou de seus direitos normativos. Infelizmente, o fato ocorrido pode ser comparado ao Brasil atual e a cultura, a qual não possui acesso democratizado no país. Assim, pode-se analisar como causas desse impasse o acesso restrito aos mais favorecidos economicamente e a ausência da valorização cultural.
Sob esse viés, pode-se destacar o fato de que a cultura tem sido elitizada e utilizada por apenas uma parte da população. Nesse sentido, é perceptível o descaso do governo em relação a democratização do acesso à cultura no Brasil, pois não estão se preocupando em tornar o meio cultural acessível para aqueles cuja a renda não é alta. Assim, essas afirmações podem ser reforçadas pelo texto “Cidadanias Mutiladas” de Milton Santos, reforçando que a democracia, necessária para a fundamentação cultural do indivíduo, só é efetiva quando atinge todo o corpo social do país.
Outrossim, é certo falar que a desvalorização da cultura no Brasil é um dos fatores contribuintes para existir um acesso à cultura tão desigual no país. Dessa forma, enxerga-se o governo como uma autoridade que negligencia a educação para a população, pois é através dela que a sociedade não aceita sua condição de miséria por não poder acessar os meios culturais, importantes para a formação do indivíduo. Diante dos fatos apresentados, a visão do sociólogo Florestan Fernandes de que o governo não se preocupa em educar seu país confirmam as críticas anteriores.
Portanto, medidas que tornem a cultura acessível para todos devem ser tomadas. Sendo assim, o Ministério da Educação deverá propor a adição de palestras nas instituições educacionais, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Assim, as palestras serão ministradas por sociólogos que falarão sobre a importância da cultura na sociedade, com a finalidade de formar uma sociedade crítica acerca de sua condição.