A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 12/09/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, é direito de todo cidadão brasileiro o acesso à cultura. Tal prerrogativa, entretanto, é violada, haja vista a negligência governamental inerente à preservação dos meios de democratização dos costumes, bem como as disparidades socioeconômicas do país. Diante disso, a ampliação das formas de aproximar os cidadãos da própria história deve ser feita a partir dessas soluções mazelas sociais.
De início, destaca-se que a falta de assistência advinda do Poder Público é um significativo agravante para a falta de democratização do acesso à cultura no Brasil. Dessa maneira, é possível perceber que o não investimento nesse âmbito é, infelizmente, um risco para uma população e, sobretudo, para quem ainda não conhece a formação histórica do país, uma vez que o descaso faz com que os trajes sejam esquecidos, o que é grave. A exemplo disso, o Museu Nacional do Rio de Janeiro sofreu perdas inrreparáveis e muito grandes para a memória da nação, sendo uma delas o fóssil mais velho encontrado até hoje (Luzia) ea maior referência dos primeiros povos que habitaram o Brasil. Portanto, é primordial que a efetivação do direito à cultura cosmética pelo incentivo e pela preservação.
Além disso, as diferenças sociais e economia no Brasil são muito problemáticas, já que comprometem, até mesmo, o conhecimento a respeito dos acontecimentos passados. Nessa linha de raciocínio, é notório que a péssima distribuição de renda corrobora essa situação desagradável, pois, infelizmente, o acesso à cultura se tornou um “produto mercadológico”, o qual o indivíduo pode obter se houver possibilidade de pagar para usufruir, mesmo que isso seja um direito constitucional. Baseado nisso, uma escritora Carolina Maria de Jesus defende que “antigamente o que oprimia o homem era uma palavra calvário, hoje é salário”, ou seja, o que é distribuído para uma população de população não é compatível com tudo que garante a dignidade humana, como, principalmente, o acercamento à cultura.
Por fim, é evidente que a ampliação desse direito é possível ser resolvido e que é necessário que seja. Assim, é dever do Ministério da Cultura, responsável por promover iniciativas que preservem e propaguem os feitos e processos cronológicos do Brasil, valorizar a transmissão das pluralidades que são os costumes e a contrução histórica social, por meio de incentivos, como maiores investimentos em reformas de centros memoriais, um fim de garantir que as próximas gerações conheçam suas “raízes”. Ademais, o Estado deve democratizar esse direito, por intermédio de políticas públicas relacionadas às entraves socioeconômicos, como entradas gratuitas em cinemas, para os que tem renda baixa, com garantido de igualdade a todos no tocante à social do país.