A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 12/09/2021

Consoante já declarara o físico Isaac Newton, “toda ação gera uma reação”. Essa lei pode ser relacionada à questão da democratização do acesso à cultura no Brasil. Afinal, esse bem social gera consequências positivas, como o funcionamento social e a garantia dos direitos fundamentais no país.

Ao se refletir sobre a universalização da cultura no Brasil, é perceptível o quanto ela é fulcral para a formação moral do homem, uma vez que o reconhecimento da identidade pessoal do indivíduo o torna consciente de seus deveres. Essa assertiva pode ser refletida a partir dos preceitos de Sócrates ao declarar a necessidade do ser humano de conhecer a si mesmo, possibilitando a concretização da garantia de seus direitos e o seu desenvolvimento moral. Outro fator da relevância dessa democratização é a construção da sociabilidade obtida por ela, visto que é a partir da cultura que o indivíduo adquire a capacidade de interagir com o outro. Essa assertiva pode ser associada a ideia aristotélica de que o homem é um ser social, que aprende por meio do acesso à cultura a estabelecer relações afetivas.

Outrossim, nota-se que essa questão também é importante para o funcionamento social, já que  conhecer a história impede o acometimento de erros anteriores. Tal análise já fora teorizada pelo filósofo George Santayna ao defender que “aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, ou seja, o acesso às experiências e aos costumes dos seus antepassados contribuem para que o homem construa uma sociedade mais harmônica. Além disso, vê-se ainda que a democratização da cultura é fundamental para o desenvolvimento social, porquanto inibe a alienação. Esse contexto é análogo à moral do mito da caverna de Platão, pois retrata o equilíbrio advindo do conhecimento a partir do acesso à informações tal qual pode ocorrer diante da universalização do saber cultural.

Por conseguinte, é cognoscível que a democratização da cultura no Brasil é fulcral para a harmonia social. Dessa forma, é relevante que o Estado, promotor de investimentos sociais, invista mais em atrações culturais através de um maior financiamento em espaços públicos destinados a essas apresentações e na criação de eventos que possibilitem os artistas locais das diversas regiões do país a divulgarem a história mediante a sua arte a fim de garantir que a população conheça a trajetória de seu povo e da sua identidade. Ademais, cabe também a Escola, como formadora de preceitos do homem, estimular a curiosidade dos discentes sobre os seus passados por meio da promoção de palestras em sala de aula e de trabalhos em grupos com o objetivo de possibilitar que os estudantes tomem conhecimento de seus deveres e direitos. Tais ações serão capazes de garantir a universalização da cultura no país e possibilitará a concretização de seus frutos positivos.