A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 13/09/2021
O Brasil, país micsigenado graças à colonização de exploração portuguesa, sofre com a desigualdade desde seus primóridos e no século atual não é diferente, implicando na privação dos direitos das classes inferiores. Em virtude da elevada indigência, os brasileiros são privados de usufruir da cultura do país e contrastam das classes efetivamente inseridas na globalização. Portanto, devido à condição econômica precária de grande parcela da população, os meios de propagação de cultura não são democráticos e o saber erudito está nas mãos de poucos, em função da desigual mundialização.
Em primeira análise, os cinemas, teatros e museus são consumidos principalmente pelas classes dominantes do Brasil em razão do custo e também da localização, e pelas mesmas razões, são escassos no lazer das classes mais inferiores. Ademais, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada levantou que metade dos brasileiros nunca foi ao cinema, museus e teatros. Visto que os cinemas são localizados em Shoppings Centers, que por sua vez se encontram em bairros nobres, dificultam o acesso dos moradores das periferias ao local. Além disso, as taxas de entrada para o cinema, por exemplo, custam um valor significativo da renda mensal de uma família que recebe um salário mínimo por mês, tornando o cinema uma atividade elitizada e pouco difundida por toda população brasileira.
Em segunda análise, a globalização tem por função entregar cultura a cada vez mais pessoas, entretanto ela vem aumentando as desigualdades entre os grupos sociais. Segundo o escritor Yuval Noah Harari, em seu livro 21 Lições Para O Século 21, com a revolução agrícola, a obtenção de terras fez surgir sociedades hierárquicas. Porém, nos dias atuais, o fluxo de dados e informação é mais valioso que propriedades de terra, mas se concentram cada vez mais nas mãos de poucos. Ademais, parcelas da população ainda lutam pelo seu direito de propriedade estando longe do usufruto das tecnologias e da informação. Portanto, a manutenção de cultura e tecnologia é custosa e não é entregue às parcelas mais desfavorecidas do país, pois estas não podem custeá-las devido ao baixo rendimento salarial e à desigualdade ocasionada pela má destribuição de renda.
Assim sendo, a condição econômica precária de boa parte da população dificulta o acesso à cultura, e tais grupos desfavorecidos são excluídos do fluxo de informação que a globalização entrega para a elite brasileira. Dessa forma, o Ministério da Cultura deve criar cartões com um bônus para uso na cultura, no qual as famílias com renda abaixo de um salário mínimo, após a incrição no programa, poderão usufruir da cultura e do que a globalização tem para oferecer, tornando a sociedade cada vez mais erudita e integrada dos mecanismos de lazer do país. Logo, o acesso à cultura será mais democrático e o povo tenderá a se tornar mais ciente de seus direitos e da sua história.