A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 13/09/2021
A Constituição de 19, em seu artigo 23, explicita que é competência do Estado garantir acesso à cultura. Sabe-se, porém, que a desigualdade socia dficulta a democratização desse patrimônio da humanidade. Segundo a UNESCO, apenas 30% dos brasieiros assistiram um espetáculo de dança, o que revela a dificuldade nesse aspecto.
É evidente que grande parte da população brasileira se encontra desassistida: Em 2021, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o número de cidadãos que vivem em extrema pobreza aumento para 12,8%. Sabe-se, também, que este acesso se encontra elitizado, devido ao preço regular de atividades que refletem à cultura. É inegável, também, a indisponibilidade govenamental em relação a esse âmbito, além da claro privilégio da elite. Nesse viés, o contrato social proposto por Rousseau, onde o governo é responsável por atender as necessidades dos indivíduos, é quebrado.
Essa incapacidade de distribuir cultura a toda a população, dificulta, portanto, o contato com novas realidades e perspectivas por parte dos indivíduos afetados, tornando-os menos propensos a entenderem o mundo ao seu redor. Dessa forma, o abismo entre pessoas com poderes aquisitivos diferentes, que já era grande em outros âmbitos, aumenta drasticamente, tornando essa parcela da população ainda mais injustiçada e negligencada.
Entende-se, portanto, a gravidade desse problema. O governo deve, com auxílio de artisitas de diversas áreas, montar, mensalmente e gratuitamente, em todos os estados do Brasil, feiras com variados tipos de exposições artísticas, sendo essses de outros países ou mesmo da cultura brasileira, além de filmes e músicas, a fim de democratizar o acesso a esse bem indispensável para o entendimento do mundo.