A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 14/09/2021

A constituição de 1988 prevê no seu artigo 6° o direito a laser, educação, como inerente a todo cidadão brasileiro. Com isso, a população estaria judicialmente resguardada de direitos básicos. Porém, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na pratica quando se observa a baixa democratização do acesso a cultura no Brasil, tendo em vista que em boa parte do país não frequenta cinemas, teatros. Também vale ressaltar o alto custo de acesso a esses tipos de entretenimentos, o que os torna excludentes de classes sociais mais baixas.

Em uma primeira análise deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para por fim na baixa democratização de acesso a cultura no Brasil. Com isso muitas regiões acabam tendo baixa ou nenhuma, dependendo da sua localização, forma de entretenimento cultural, como por exemplo salas de cinema. Na maioria das vezes as salas de exibição estão concentradas nos estados do Sul e Sudeste, como mostra a Agência nacional de Cinema (ACINE) que diz que a cada dez salas, sete estão nesses estados, com maior concentração em capitais. Dessa maneira, é possível observar, infelizmente, a clara  demonstração de  uma exclusão regional.

Ademais, é necessario ressaltar o alto custo de entradas de eventos culturais no Brasil, fato esse que impede que camadas sociais desfrutem do seu direito ao laser, aonde as classe C, D e E acabam não tendo condições de arcar com o custo do laser, já que seus salários acabam sendo voltados apenas para pagar contas, não sobrando para outras atividades. Dessa maneira, preços altos impedem mais de 70% dos brasileiros de ter acesso à cultura, é o que mostra a pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Dessa forma, o governo precisa cumprir seu papel, como dito pelo filósofo contratualista John Locke, que acreditava que o estado deveria dar condições para o cidadão trabalhar e viver bem de modo a não quebrar o “contrato social” com o povo. Sendo assim o governo brasileiro necessita encontrar meios para cumprir com seu dever de assegurar ao cidadão os seus direitos básicos.

Por fim, o governo brasileiro deve, por meio de projetos sociais, fornecer a toda população, de forma gratuita, acesso a diversas formas de laser e cultural, promovendo eventos como movimentos teatrais e também disponibilizando ingressos para cinemas, peças e shows para pessoas com menor renda comprovada. O governo necessita também criar projetos de instalação de cinemas, bibliotecas gratuitas, teatros em cidades que tenham carência desse tipo de entretenimento. Assim cumprindo com seu papel de garantir o acesso cultural ao cidadão, não quebrando dessa maneira o “contrato social” tal qual falado por John Locke.