A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 14/09/2021
O livro “Fahrenheit 451” retrata uma realidade em que o governo tenta, insistentemente, tosar o acesso da população a cultura, por meio de fechamentos de museus e proibição da leitura de livros, para controlar o pensamento da sociedade. Saindo da ficção, é visível que o Estado vem repetindo esse ato de uma maneira mais discreta e sutil, visto que o governo brasileiro vem progressivamente desvalorizando e elitizando a cultura.
Sob uma primeira análise, é evidente que, cada vez mais, o preço de ingresso de teatro, museus e cinemas vem aumentando. Tal acontecimento impossibilita a democratização à cultura, direito social que deve ser assegurado a todos os brasileiros segundo a Constituição Federal de 1988, visto que apenas pessoas que possuem o maior poder aquisitivo podem pagar para terem acesso, fator que agrava a desigualdade social e à educação no país. Ademais, é nítido que essa problemática não é resolvida pois é do interesse do governo ter uma população menos crítica, para que, assim, a sociedade possa ser alienada pelo Estado.
Sob uma segunda análise, é perceptível que o desenvolvimento cultural de uma nação é algo de extrema importância, pois, dessa forma, a população cresceria no âmbito educacional e aceitaria e entenderia as múltiplas formas de diversidade cultural entre os povos. Entretanto, no Brasil, o Governo Federal vem tratando a área da cultura de maneira negligente, pois diversos monumentos que são a base da cultura brasileira vem sendo esquecidos, como por exemplo o Museu Nacional que por falta de verba para a revitalização sofreu um grande incêndio em 2019.
Portanto, entende-se que a democratização da cultura no país é imprescindível para o avanço da sociedade. Para isso, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Cidadania, deve criar um projeto que vise realizar apresentações culturais, como teatros, danças e feiras de leitura, de maneira gratuita nas principais praças públicas das cidades brasileiras. Tal ação fará com que o acesso à cultura seja menos elitizado promovendo, assim, um acesso democrático a esse direito social.