A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 14/09/2021

O Ministério da Cultura (MinC) surgiu em 1985 com o intuito de criar projetos culturais que movem o país. Desde então, vários incentivos de apoio à cultura foram fundados como, por exemplo, a Lei de Incentivo à Cultura, que contribuí para que muitos desses projetos aconteçam. Entretanto, em 2019 o MinC foi extinto e deixado de ser prioridade para o Governo Federal. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de investimento e incentivo  à cultura.

Em primeiro plano, é preciso pontuar que a desvalorização da cultura nacional e a supervalorização da norte-americana, por parte da população brasileira, dificulta os investimentos à produção artística no país. Sobretudo, com o alto consumismo e o envolvimento com a mídia, o indivíduo aos poucos despreza a própria identidade local de maneira indireta, cada vez mais consome parte da cultura estrangeira. Prova disso, são as plataformas de streaming cujos maiores números de acesso são de conteúdos estadunidenses e afins. Logo, esse enfraquecimento cultural corre o risco de atingir as gerações futuras.

No Brasil, cerca de 75% da população nunca foi ao museu ou exposição de arte, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse dado, revela que a difusão cultural existente no país, que reflete uma desigualdade social consolidada ao acesso de vens culturais visto que há barreiras sociais como, por exemplo, o baixo incentivo, o alto preços dos ingressos e o distanciamento dos polos de arte. Dessa maneira, observa-se que é preciso igualar a capacidade e o direito de conhecer a cultura independente da classe social com que as pessoas se encontram.

Portanto, diante dos fatos apresentados acima, é necessário que o Estado tome medidas para que o acesso à cultura no país seja democrático. Para tanto, a mídia, principal ferramenta de difusão de informação, deve instruir o público sobre a importância das manifestações culturais por meio de entrevistas com artistas, pintores, escritores, etc. Além disso, o Governo Federal precisa investir no aprimoramento de atividades culturais gratuitas e incentivar o consumo de produções artísticas nacionais. Dessa forma, é possível garantir os direitos previstos na Constituição Federal e fazer da cultura uma ferramenta de transformação e desenvolvimento social.