A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 13/09/2021
De acordo com o Art. 215 da Constituição de 1988,é dever do Estado garantir o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional.Na presente época,percebe-se a ineficiência da atuação do Poder Público,no que tange a necessidade de assegurar a apropriação do patrimônio cultural do país.Dessa forma,é válido analisar a inexistência de um sistema educacional que valorize a cultura,bem como a desigualdade econômica como desafios que impedem a democratização de seu acesso. De início,é nítido que um ensino que não contemple a compreensão de seu próprio meio cultural,corrobora com a dificuldade de o acessar.Isso porque,a falta de conhecimento relega essa população a um segundo plano intelectual,já que se encontram alheios à materialização do direito de ser de um povo proporcionado pela consciência de sua cultura.Essa problemática pode ser explicada segundo Paulo Freire,que associa uma educação embasada culturalmente a uma prática de liberdade e autoconhecimento. Ademais, é notório que a má distribuição de renda constrói barreiras que impedem a interação da sociedade com o patrimônio cultural nacional.Tal fato decorre da elitização dos tradicionais meios de veiculação da cultura,como o teatro e o cinema,que restrigem economicamente o seu acesso por meio de consideráveis taxas de entrada.Essa questão pode ser exemplificada segundo dados do IBGE,que demonstram que apenas 13% dos brasileiros vão ao cinema e a exposições culturais alguma vez no ano fruto,sobretudo, das disparidades econômicas. É fundamental,portanto,que a sociedade atue a fim de reverter esses problemas.Assim, cabe ao Ministério da Educação,como orgão regulador desse direito básico,o dever de promover oficinas culturais em escolas e comunidades socialmente vulneráveis,por meio de parcerias com a iniciativa privada,para que o acesso à cultura seja completamente democratizado