A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 15/09/2021

Na obra, “O Mundo Como Vontade e Representação”, do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, a cultura é retratada como um agente necessário para o desenvolvimento intelectual do indivíduo, além de livra-lo momentaneamente das dores e angustias. No entanto, no Brasil nem todos têm acesso a esses costumes, isso ocorre devido a dois fatores: a desigualdade social e a falta de contribuição por parte do Governo.

Antes de mais nada, é importante ressaltar as diferenças de classes como promotor do problema, uma vez que, cinemas, teatros e museus só estão disponíveis para pessoas que podem pagar pela entrada. Segundo o Portal de Notícias da Globo(G1), 33% da população brasileira não possui acesso a essas artes, oque faz com que essas pessoas corram o risco de se alienarem nas questões a cerca do ambiente no qual estão inseridas.

Ademais, é evidente que o Executivo é um agravante do problema. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população, no entanto isso não ocorre no Brasil, uma vez que, autoridades agem com negligência diante do assunto e não disponibilizam nem facilitam o achegamento da cultura para a população de baixa renda, oque acaba causando outras adversidades sociais como a pobreza ou a violência.

Dessarte, com intuito de promover a democratização do acesso a cultura no Brasil, faz-se necessário que o Tribunal de Contas da União(TCU) direcione capital que, por intermédio do Ministério da Cidadania(MST) será revertido nas construções de espaços públicos nos quais, serão disponibilizados gratuitamente, espetáculos teatrais, exibições de filmes e visita a museus. A participação do Ministério da Educação(MEC) também será de extrema importância, com a adesão de bibliotecas e aulas de Literatura, Filosofia e Informática, afim de combater a desigualdade a longo prazo. Dessa forma a coletividade estará mais próxima do desenvolvimento intelectual de Schopenhauer.