A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 20/09/2021

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 44% dos pretos e pardos vivem em cidades sem cinemas, contra 34% da população branca. Por conseguinte, no que se refere a desigualdade cultural no Brasil. Logo, causando complicações no desenvolvimento de muitos, uma vez que é a cultura a determinante estratégica das políticas econômicas e sociais. Nesse contexto, a falta de uma boa economia e a existência do racismo são entraves que dificultam a resolução desse problema.

Em primeiro plano, vale analisar o que diz na constituição de 1988, na qual assegura o acesso a cultura como direito de todos cidadãos. Porém, essa não é a realidade brasileira, e um dos fatores que contribuem com isso é a má economia do país, visto que, a pessoa que tem um poder aquisitivo menor, prioriza necessidades, como: alimentação, moradia estável, saúde e educação, contudo, não tendo renda suficiente para usufruir de cinemas e teatros, por exemplo, pois o custo para assistir essas apresentações é alto, o que deveria ser acessivel para todos.

Além disso, destaca-se a teoria do sociólogo Frantz Fanon, na qual ele fala sobre como a subjetividade negra é exterior, no que diz respeito a exclusão do negro na sociedade, inclusive no meio cultural, visto que, brancos têm maiores salários, sofrem menos com desemprego, são a maioria entre os que frequentam ensino superior e são priorizados em áreas cinematográficas, teatrais e outras. Assim, sendo “automática” a preferência pelas pessoas de pele clara e a censura de negros.

Portanto, para efetivar a democratização à cultura no Brasil, faz-se necessário que o Ministério da Economia possibilite entradas gratuitas, para pessoas de baixa renda, nos locais de apresentações culturais. Além disso, é importante que o Governo Federal faça projetos, nos quais foquem na importância da aproximação das realidades de brancos e negros. Assim, popularizando o acesso ao mundo lúdico e artístico.