A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 16/09/2021
Como ser cultural, o homem desde os primórdios expressou seu cotidiano através de pinturas rupestres. Mais tarde, os greco-romanos reproduziram sua cultura por meio do teatro. Hoje, vive-se uma pluralidade de manifestações que expressam o modo de vida de cada tribo. No entanto, o acesso à essas manifestações culturais não são igualitárias, devido à desigualdade social, e a localização centralizada dos eventos artísticos.
Diante desse cenário, é necessário analisar a questão da renda. Segundo o IBGE, cerca de 16 milhões de brasileiros estão sem emprego. Dessa forma, o consumo cultural fica preterido diante de outras necessidades básicas. Logo, as pessoas ficam marginalizadas, sem a sensação de pertencimento de grupo.
Ademais, a maioria dos centros culturais localiza-se apenas em grandes centros urbanos. Sendo assim, o acesso à cultura passa a ter uma característica geográfica privilegiando à população das grandes cidades. Corrobora com essa afirmação números do Ministério da Cultura que mostra que menos de um quinto da população frequenta cinemas e teatros. Por conta disso, grande parte da população brasileira é excluída desse sistema de identificação social que integra povos e gerações.
Fica clara, portanto, a necessidade de ampliar a participação cultural da população brasileira. Para isso, cabe ao Governo Federal, por intermédio de leis, criar programas como um “vale cultural” que permitam o acesso a bens de consumo como livros, internete, e entradas em programações artísticas. Além disso, deve promover incentivos fiscais para que empresas possam interiorizar meios de produção artística e intelectual, a fim de que os interioranos possam ter acesso à novas tradições e ideologias.