A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 16/09/2021
Os sociólogos Adorno e Horkheimer, independente do conceito de “indústria cultura”, no qual, há uma seleção do que determinado cidadão pode participar, restringindo a apenas o que é considerado cultura de massa. Analogamente, no Brasil atual, observa-se uma segregação cultural, surgindo assim como o conhecimento no adquirido pelas classes baixas. Nesse sentido, fica evidente a necessidade de um maior incentivo governamental, assim como uma atenuada na disparidade social para ocorrer uma democratização do acesso ao saber no Brasil.
A priori, é importante destacar que, em função das políticas públicas, a maior parte da população não tem acesso a entretenimento, o que bloqueia o lado racional e criativo do indivíduo. Dessa forma, fica evidente que o governo hodierno, se preocupa mais no “ter” do que no “ser”, o que evidencia o conceito de “Modernidade líquida”, do sociólogo Zigmunt Bauman, que o mundo é individualista, com relações efêmeras e líquidas. Tal conceito é muito presente na sociedade brasileira, pois vemos cada vez mais governantes egocêntricas, que só olham pro seu próprio umbigo o que, consequentemente, atenua negativamente no acesso democrático à cultura do país.
Outrossim, o acesso a cultura é de importância cognitiva fundamental em todas as etapas da vida humana. Todavia, ela não é acessível para todos em um país que está entre os dez países mais desiguais do mundo, segundo o sociólogo Luís Henrique Paiva. Além disso, é importante destacar que no nordeste encontra-se o maior número de cidades sem biblioteca pública, sendo preocupante para as autoridades locais, visto que, o investimento em conhecimento e na cultura é mais acentuado nas capitais. Dessa formas, implica em problemas para a população mais pobre, pouco representada e atendida pelos orgãos responsáveis.
Em síntese, é mister que o investimento deve ser alcançado uma população pobre e que deve ter incentivo. Portanto, para a minimização dos problemas decorrentes, é necessário que o governo, juntamento com o Ministério de Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos veículos de comunicação, que incentive o compartilhamento de cultura para todos os âmbitos sociais, e conscientize a população acerca da democratização da cultura, visando um pensar mais coletivo do que indiidual. Com isso veremos um Brasil cade vez mais democrático e coletivo, deixando para trás o conceito dito por Zigmunt Bauman.