A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 20/09/2021
Segundo o artigo 5º da Constituição Federal de 1988,¨Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.¨ Desse modo, depreende-se que cada cidadão independente da classe social, sexo e raça tem o direito à igualdade. Contudo, ao proferir acerca do acesso à cultura no Brasil encontra-se sedimentada na sociedade o pensamento elitista, na qual as classes mais altas possuem maior acesso à cultura devido ao grande poder aquisitivo, contribuindo para a segregação do proletariado através do alto custo pelo acesso às manifestações culturais e a irrelevância do ensino cultural nas instituições de ensino brasileiras.
Em primeira análise, uma comunidade que restringe o acesso à cultura no Brasil, através de altos valores sem relevância as classes baixas do país, representa um retrocesso para uma sociedade que preza por igualdade. Nesse sentido, na teoria da percepção do estado da sociedade, de Émile Durkheim, sociólogo francês, abrangem-se duas divisões: normal e patológico. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que um ambiente patológico, em crise, rompe com o seu desenvolvimento visto que um sistema desigual onde a elite brasileira possui maior admissão à cultura não favorece o progresso coletivo. Dessa forma, com a disponibilidade das classes inferiores mediada através de altos preços a democratização torna-se impraticável.
Além disso, observa-se que Edgar Morin, sociólogo francês, com conceito de “pensamento sistêmico", que é preciso ir além de um pensamento linear, sendo necessário se preocupar com as relações de causa e efeito. Essa questão é pertinente, uma vez que muitas escolas têm o foco direcionado aos vestibulares e ao mercado de trabalho e negligenciam as abordagens sociais como à cultura e sobre os valores transmitidos por esse meio intelectual. Isso se torna preocupante, visto que sem a formação de estudantes como cidadãos que apreciam tal benefício, há a permanência de sentimentos de descaso à diversidade de culturas presentes do Brasil.
Portanto, cabe ao Poder Executivo juntamente à Secretária Especial da Cultura destinar verbas do fundo rotativo da União para a implantação de um acordo com empresas privadas e públicas do ramo cultural como: artes cênicas,audiovisuais, musicais e urbanas de modo de implantarem a equidade ao acesso cultural brasileiro em relação à disponibilidade financeira de cada classe social, a visar, a admissão das manifestações culturais por parte dos brasileiros. Ademais, cabe ao Ministério da Educação com as instituições de ensino a propagação das diversas culturas presentes no âmbito escolar através de oficinas de pintura, aulas de teatro e instrumentais de modo a influenciarem ao acesso precoce a tal prerrogativa.