A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 20/09/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o acesso à cultura é um direito de todo cidadão brasileiro. Apesar disso, o que se verifica na realidade é que a cultura não é um bem democratizado. Nesse contexto,  é importante compreender, inicialmente, a importância da cultura, sobretudo na constituição identitária de um povo, e posteriormente,  que os meios culturais ainda são elitizados no país.

A princípio, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, nenhum povo vive sem uma teoria de si mesmo. Sob essa ótica, percebe-se a importância de democratizar o acesso à cultura no Brasil. Isso porque, além de humanizar e educar, os aspectos culturais, ao passo que estão intrinsecamente ligados à constituição identitária dos indivíduos, são responsáveis pela formação da ideia de coletividade e unidade de uma nação. Assim, o acesso à cultura é relevante para a construção da nacionalidade de um povo e da noção de pertencimento.

Entretanto, a cultura não é democratizada no país. Isso ocorre à medida que, infelizmente, os meios de acesso à cultura, como os livros, os cinemas, os museus e as exposições artísticas, costumam ser ser muito caros. Esse fato os torna elitizados, já que a população pobre - a qual, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, gira em torno de 25% da população total - fica privada de usufruir deles.

Logo, é peciso adotar medidas para mudar essa realidade. Para isso, o Ministério da cidadania, o orgão responsável pelas políticas de desenvolvimento social, por meio da elaboração de uma Bolsa Cultural, pela qual a população mais carente poderia fazer uso de créditos para gastar com atividades culturais, bem como na compra de livros, por exemplo. Tudo isso com o objetivo deixar o acesso à cultura ao alcance de toda a população.