A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 20/09/2021

Segundo o sociólogo Edward Tylor a cultura é definida como um conjunto que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade. Entretanto, uma vez que esse bem popular é fortemente capitalizado pelas grandes empresas cinematográficas e editoriais torna-se elitizado e inacessível ao grande público. Desse modo, a democratização do acesso à cultura no Brasil deve ser efetivada por dois aspectos: popularização dos preços cobrados sobre os bens culturais e incentivos estatais à produção de eventos artísticos.

Em primeira análise, a Idade Média foi o período caracterizado pela elitização da cultura, uma vez que as elites tinham amplo acesso a esse bem popular e os camponeses eram privados desse “luxo”. Igualmente ao passado, o ingresso a cultura está cada vez mais inacessível para a maioria dos brasileiros, uma vez que os altos preços impostos pelas empresas proprietárias sobre os filmes, livros e até mesmo projetos arquitetônicos, impossibilita o ingresso de uma população na qual 30% vive com um quarto do salário mínimo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, a democratização dos preços é fundamental para popularizar o acesso à cultura brasileira.

Em segunda análise, semelhante a contemporaneidade, a antiga política romana do pão e circo promovia espetáculos públicos em arenas e distribuia migalhas pão gratuitamente com o intuito de distrair o público dos reais problemas sociais existentes, como o desemprego. Isto é, atualmente os eventos culturais promovidos pelo Estado servem mais para um proposito político do que para um proposito social, sendo realizados geralmente em datas politicamente marcantes. Desse modo, é necessário uma maior atenção à esses eventos públicos, para que sejam realizados mais  frequentemente com o intuito genuino de divulgação e acessibilização da cultura nacional a todos os brasileiros e não como um instrumento das elites.

Portanto, a democratização do acesso à cultura no Brasil deve ser efetivada por meio do Ministério do Turismo, agora reponsável pela secretaria da cultura, com incentivos fiscais para as grandes empresas diminuirem os preços dos seus produtos, juntamente com a promoção de feiras literárias e eventos cinematográficos públicos nas periferias das grandes metrópoles e nas regiões interioranas, voltados para o público jovem, mais especificamente adicionando pontos de troca de livros e disponibilizando sites que contenham e-books e filmes gratuitos. Para que assim, a cultura seja menos elitizada na sociedade brasileira.