A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 20/09/2021
É assustadora a revelação dada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, segundo o qual 44% dos pretos e pardos vivem em cidades sem cinemas, contra 34% da população branca; 37%, em cidades sem museus, contra 25% dos brancos. Isso tem ligação direta com a democratização do acesso à cultura no Brasil, mostrando o contrário do que é dito na lei; de acordo com a declaração dos direitos humanos, “toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade”; sobretudo em relação à infraestrutura e aos entraves financeiros.
A democratização do acesso à cultura no Brasil, pode ser, muitas vezes um problema de infraestrutura. Muitas cidades não têm salas de cinemas, teatros, museus. Principalmente quando se trata da periferia, onde fica afastada das atrações do centro da cidade. O Brasil já teve cerca de 6.000 salas de cinema, mas atualmente são apenas cerca de 200 salas concentradas em áreas de maior poder aquisitivo. Mudar este cenário é democratizar o acesso à cultura.
Além disso, de acordo com o IBGE apenas 13% dos brasileiros vão ao cinema alguma vez no ano; mais de 92% nunca foram a um museu ou exposição de arte e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança, tal questão muitas vezes é pela renda, o dinheiro que a maioria dos brasileiros ganha não sobra para investir na cultura.
Dessa forma, o Governo Federal deve criar mecanismos para a democratização do acesso à cultura no Brasil. Para isso, deve garantir que todos tenham acesso aos meios culturais, tendo acesso a lugares de atividades culturais, acesso financeiro, custo de entrada baixo, além disso pode haver um dinheiro reservado para que as pessoas possam desfrutar dos lazeres culturais. Dessa forma, vai estar sendo cumprido o que diz a lei na declaração dos direitos humanos, onde toda pessoa tem o direito de ter acesso à cultura.