A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 20/09/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5º o direito ao acesso da cultura como inerente a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, tal direito não é praticado com ênfase quando o assunto é sobre a democratização dela no Brasil. Diante disso cabe analisar os fatores que o favorecem como: a pouca abordagem sobre esse assunto nas escolas e a elitização da cultura.

Em primeira análise, de acordo com Paulo Freire, sociólogo e educador brasileiro, acredita que temos uma “educação bancária”, que os professores enxergam os alunos como bancos, que só servem para decorrar fórmulas e letras, deixando de lado a abordagem da cultura nas escolas, fazendo com que as crianças cresçam sem se que suas tradições, costumes e de onde elas vinheram. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação invista mais em projetos culturais nas escolas, a fim de criar jovens questionadores e curiosos sobre tais ideias.

Em segunda análise, é notório a influência da Revolução Industrial, que foi um período de grandes avanços tecnológicos na democratização desse assunto, pois agora a produção cultural segue os os moldes indústrias, que transformaram as artes em produtos de consumo para lucraram em cima deles, fazendo com que tenha uma eletização e que  deixem de lado a cultura populacional, como o frevo e o maracatu, por isso, é notório a preservação desses eventos em nossa sociedade.

Portanto, para que a constituição funcione com ênfase, o Ministério da Educação junto com o Ministério da Cultura, órgãos responsáveis pela políticas públicas do Brasil, invistam em projetos culturais, com palestras e aulas extracurriculares sobre tradições, costumes e história acerca da miscigenação Brasileira. A fim de que assim todos tenham conhecimento de forma democrática sobre as nossas riquezas culturais.