A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 21/09/2021

Segundo à Constituição Federal de 1988, é direito de todos, o lazer, todavia a maioria dos brasileiros não tem acesso a cultura, por questões mercadológicas e de desigualdade social. A partir disso, cabe analisar as dificuldades de tornar o acesso igualitário e as consequências para a formação de uma identidade cultural.

A desigualdade social  reflete na forma de como os indivíduos buscam atividades de entretenimento. Essa faz com que pessoas de poder aquisitivo tenham acesso a peças de teatro, sessões de cinema e apresentações músicas e danças, que atualmente, acontecem nos shoppings. Isso faz com que os custo fique mais altos e a localização se concentre nos grandes centros urbanos.  Segundo o IBGE,  51,9 milhões de brasileiro vivem abaixo de linha da pobreza e mais de 50% da população pertencem a classe C, D e E. Esses indivíduos foram uma vez na vida a teatro, cinema e museu ou nunca foram.

Em segunda análise, no Brasil há uma cultura de massa do cinema norte-americano, de seriados e produtos, que icentivam a lucratividade das atividades culturais. Isso faz com que o mercado nacional, seja pouco atrativo e desconhecido pela população, pois a Mídia  divulga mais mercadorias estrageiras e com baixo custo, como os filme, shows e séries exibidos na TV aberta, gratuitamente. Além disso, o país tem uma cultura muito diversificada por região, que aliada a falta de estudos sobre a temática e de dinheiro para viagens, comprometem os brasileiros de conheceram seu acervo cultural.

Portanto, é importante democratizar o acesso a cultura. O Governo deve oferecer espaços de manifestações culturais, insentivar a cultura, viabilizar a todos, as minorias, com gratuidade ou preço popular. Por isso, é fundamental  a atuação de políticas públicas de inclusão, que estimulem  a criação de projetos, campanhas e parceria com a iniciativa privada a fim de promover eventos culturais para todos.