A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 30/09/2021

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas Muros no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea na questão da falta de democratização do acesso à cultura no Brasil. Mediante isso, questões como a falta de participação governamental e a dificuldade de acesso aos meios culturais são fatores que participam do problema.

Primeiramente, a não participação do governo em relação a esse assunto participa do impasse. A Constituição de 1988 garante a todos os cidadãos o direito à cultura, laser e educação. No entanto, torna-se notório a ausência de ações governamentais para que mais pessoas tenham acesso à cultura, segundo dados da Unesco cerca de 7 a cada 10 brasileiros nunca tiveram acesso a espetáculos, um dos principais meios de propagação da cultura no pais, o que, consequentemente ressalta a falta de atitudes governamentais e o não cumprimento do previsto da Constituição.

Ademais, a monopolização de bibliotecas, teatros, cinemas e museus em determinadas regiões brasileiras também participa da questão. Segundo a perspectiva do filósofo Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Neste cenário, a sociedade vem se tornado injusta quando os principais meios culturais são destinados apenas a algumas regiões e quando levados a outros locais possuem ingressos e entradas com um valor muito alto e desproporcional a condição da população, o que acaba dificultando ainda mais o acesso à cultura.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, cabe ao Ministério da Cultura desenvolver ingressos de entrada meia e inteira, que será disponibilizado aos indivíduos através da comprovação de renda por uma equipe especializada no assunto, os ingressos poderão acessar os principais meios de cultura como os museus, por meio de um projeto de lei que deverá ser entregue à Câmara dos Deputados para assim, minimizar a falta de democratização à cultura no Brasil e se aproximar do romance de Thomas.