A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 07/10/2021
A democratização do acesso à cultura no Brasil
O período do renascimento foi o marco de grandes avanços na ciência, na cultura e nas artes, expressando em suas obras os valores, ideais e a nova visão do mundo. Entretanto, apesar de ser conhecido como um movimento de ruptura, ainda apresentava características que iria refletir até o século XXI como a barreira social e o alto valor aquisitivo. Criado em 1985 o Ministério da Cultura (MinC) tem como função a criação de todos os projetos culturais que afetam o país. Desde então, foram criadas diversas iniciativas de apoio à cultura, como a Lei Rouanet, que incentiva empresas e cidadãos a investirem no setor cultural. Entretanto, em 2016 o MinC foi extinto, deixando explícito que democratizar o acesso à cultura não é prioridade para o Governo Federal.
A princípio um dos maiores impasses enfrentados pelos brasileiros no acesso à cultura é a distribuição desigual do patrimônio artístico. Como dizia Brecht: “o acesso à cultura está ligado ao poder”, a elite produz e ao mesmo tempo ela privatiza um exemplo disso são os temas de peças teatrais, o estado burguês mostra apenas uma face da qual o indivíduo deve saber, como o famoso pão e circo em Roma.
Além disso, os preços elevados nos cinemas, teatros, espetáculos e nas livrarias prejudicam o acesso da maioria da população a produções culturais. Nessa perspectiva, segundo uma pesquisa realizada pelo SESC, apenas 40% dos brasileiros já foram ao teatro e só 25% já assistiram espetáculos de dança. Este fato se dá pela localização majoritariamente nas capitais destes espaços culturais e pelo preço que não acessível a maioria dos indivíduos. Desta maneira, o acesso à cultura fica restrito somente a elevados extratos sociais, desenvolvendo diversas formas de preconceitos e desigualdade existentes no país.
Fica claro, portanto, que a devida importância não é dada para a difusão da cultura a classes sociais mais baixas. Desse modo, é preciso maior fiscalização no emprego de recursos às leis de incentivo à cultura por parte do Governo Federal em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), assim como investimentos na descentralização de eventos culturais, levando-os a regiões periféricas do país. Além disso, parcerias público-privadas a fim de diminuir os preços nos cinemas, teatros e espetáculos, com o intuito da popularização destes. Desse modo, promoveremos uma maior equidade, para haver enfim, a democratização do acesso à cultura no país. Com isso, torna se evidente, a criação de mecanismos para a inserção a cultura, um programa já realizado pelo governo federal é o id jovem para pessoas de baixa renda, na qual a descontos a peças teatrais, rodoviárias interestaduais.