A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 08/10/2021

De acordo com Herbert José de Sousa (Betinho), “Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência; muda sim pela sua cultura.” Entretanto, no país, a democratização do acesso à cultura ainda encontra empecilhos, sejam eles por parte do Governo, que não trabalha o suficiente para facilitar o contato com a cultura, seja por parte da escola, que não estimula o aluno a entrar aproximar-se de bens culturais. Nesse contexto, deve-se analisar como a ineficiência do Estado colaboram para o afastamento do brasileiro da cultura.

No Brasil, o baixo investimento estatal em equipamentos culturais públicos é o principal desafio na democratização do acesso à cultura no . Isso ocorre porque a administração pública, ao longo das décadas, ignorou o potencial transformador que o acesso à cultura pode fornecer ao indivíduo, seja ao ter à disposição uma biblioteca pública de alto nível, seja ao assistir uma peça teatral. Em decorrência dessa desvalorização por parte do Governo, a cultura no Brasil ganhou um status elitista, pois os menos privilegiados não se enxergam como público alvo de concertos musicais e exposições em museus, por exemplo. Isso se torna evidente a partir dos dados levantados pela UNESCO, de acordo com a organização apenas 30% dos brasileiros ja assistiram a um espetáculo de dança e apenas uma pequena minoría ja frenquentou museus ou exposições de arte.

Torna-se evidente, portanto, que o Estado deve trabalhar para democratizar o acesso à cultura no Brasil. Em razão disso, o Ministério da Cultura deve, a fim de possibilitar à parcela menos privilegiada dos brasileiros o acesso à cultura, aumentar os repasses financeiros às Secretarias Estaduais de Cultura, que deverão ser usados para a construção de centros culturais nas capitais e em cidades médias do interior. Tais centros deverão conter bibliotecas, além de anfiteatro para apresentações para a comunidade, além de oficinas de artes plásticas.