A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 09/10/2021
De acordo com Betinho, sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro, “Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência; muda sim pela sua cultura.” Embora o acesso à cultura seja de extrema importância para a população, pouco tem sido feito para reverter a situação vivenciada hoje no Brasil, onde as regiões interioranas possuem pouco ou quase nenhum acesso à esse direito, deste modo, dificultando bastante a resolução desse problema. Diante disso, é necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que combatem a dificulcudade no acesso à cultura no Brasil. Nesse sentido, tal problema vai permeando na sociedade e culminando em uma série de problemas, a exemplo disso estão os dados do Ipea, que constata que apenas 30% da população brasileira já foram a um museu ou a um centro cultural. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o acesso à cultura. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que através de campanhas, o Governo junto ao Ministério da Cultura realizem feiras itinerantes, para que as pessoas que moram nas regiões interioranas do Brasil, também tenham acesso a demonstrações culturais, como comidas típicas de outros estados e exibição de filmes. Dessa forma, se consolidará uma sociedade mais justa, onde todos possuem acesso à cultura e o Estado cumpre corretamente o seu papel.