A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 09/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada pelas Nações Unidas em 1948 garante os direitos culturais de todas as pessoas e a proteção universal de sua diversidade. No entanto, dado que grande parte das comunidades não tem acesso aos meios para a sua democratização, nem todos têm acesso a esses direitos. Nesta perspectiva, é urgente analisar os principais motivos desta situação: a falta de relíquias culturais nas periferias e a redução da diversidade é incentivada.
Em uma primeira análise, é razoável supor que faltam produtos culturais em um ambiente distante do centro da cidade. Segundo pesquisa de Maurício Fiori, morar no entorno diminui em 2,6% o acesso a produtos culturais como museus, bibliotecas e cinemas, fato que pode ser explicado pela má distribuição desses métodos. Como consequência, a falta de oportunidades atinge grande parte da população, o que prejudica o pleno desenvolvimento dos indivíduos. Portanto, há uma necessidade urgente de aumentar as oportunidades de expressão humana em regiões não centrais.
Também é importante enfatizar a falta de incentivo ao multiculturalismo. Segundo a antropóloga Ana Rosa Montecón, o neoliberalismo fechou a diversidade cultural, porque é do interesse dos grupos econômicos promover apenas a cultura popular, por isso as instituições públicas são limitadas. Os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer criaram o termo “indústria cultural” para comprovar a supremacia, o que revela que a atual sociedade capitalista trata a todos igualmente, Espalha uma ideologia dominante. Como resultado, muitas pessoas tendem a ser alienadas. Portanto, medidas que possam dispersar esse comportamento social devem ser tomadas.
Portanto, pode-se inferir que medidas que possam democratizar completamente a mídia são necessárias. Portanto, o Ministério da Cultura precisa urgentemente estabelecer parcerias público-privadas com instituições de arte e, por meio de incentivos fiscais a essas empresas, desenvolver programas que divulguem dramas e filmes na periferia a preços massificados ou de graça, para que todos tenham a oportunidade de ser exposto a esta forma de expressão. Além disso, o Ministério da Educação deve trabalhar com as escolas para incorporar a ética e a educação cívica nos currículos escolares de jardins de infância, escolas de ensino fundamental e médio, a fim de desconstruir a alienação enraizada na sociedade pós-moderna e disseminar o interesse em sua busca. Diversidade. Desta forma, é possível caminhar para uma sociedade justa e igualitária estipulada na “Declaração dos Direitos do Homem”.