A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 08/10/2021

De acordo com o pensador e filósofo chinês Consoante Confúcio, “A cultura está acima da diferença da condição social". Todavia, no Brasil é possível perceber o peso negativo gerado em questão da desigualdade social , uma vez que ocorre a ausência de acesso digno a uma cultura. Outrossim , no país não há valorização de todas as crenças e tradições dos diversos povos que habitam ele , ocorrendo desmérito por parte da sociedade , sobre os tipos de artes vindas de culturas “inferiores”. Nesse sentido, convém destacar a elitização cultural enraizada na população e a falta de mecanismos para acessar a parte ínfera da comunidade. Em vista disso, urge a necessidade de debater o assunto.

Em primeira análise, ressalta-se a preocupação somente com a comercialização da arte, decorrente da globalização. Como desdobramento, o acesso a conhecimentos e valores tornam-se produtos que destinam-se só a lucratividade, excluindo parte da população “carente”. A saber, no estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas-IBGE, “somente 14% dos brasileiros vão ao cinema pelo menos uma vez por mês; 92% da população nunca frequentou museus; 92% dos municípios brasileiros não têm cinema, teatro ou museu. Logo, tal fato torna-se evidente e problemático.

Em segunda análise, ressalta-se o descaso em relação a levar cultura até pessoas em situações socioeconômicas inferiores. De maneira análoga, o eixo econômico que está inserido as oligarquias, visa crescer diante de uma pequena parcela específica da sociedade e indivíduos marginalizados não conseguem acesso à cultura. Explica tal fato, a pesquisa realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, “44% dos pretos e pardos vivem em cidades sem cinemas, contra 34% da população branca; 37%, em cidades sem museus, contra 25% dos brancos”. Assim, transfigura-se nítida a importância social para que tal fato mude.

Mediante ao conteúdo, são válidas atitudes a fim de tornar acessíveis movimentos culturais à todas as pessoas no Brasil. Cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cultura, empregar recursos na criação de novos cinemas, teatros e museus que visem receber principalmente a população suburbana, desprivilegiada socialmente, para formação de conhecimento e pensamentos críticos. Cabe também, ao Ministério da Propaganda, através de mídias sociais, estimular sobre a importância do acesso à culturas diversas e criar programas que exponham curiosidades culturais. Logo, será possível alcançar uma sociedade mais perspicaz.