A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 09/10/2021
A Constituição Federal brasileira promulgada em 1998 estipula os direitos à saúde, educação, segurança e moradia. Porém, na situação atual, essa garantia não se estende à maioria dos brasileiros, pois a cultura do país não acontece de forma democrática. Nesse sentido, é conveniente analisar como o patrimônio histórico e o poder público impactam negativamente essa questão.
Em primeiro lugar, o património histórico e cultural é a principal causa da desigualdade de acesso. Isso é certo, pois nos anos 1990 o objetivo da realização da Semana de Arte Moderna era mudar o país artisticamente, ainda que voltado apenas para a classe alta do Brasil. Portanto, o elitismo proporcionado pelos ingressos de alto valor está relacionado à homogeneidade social do ambiente educacional, como teatros, cinemas e museus.
Portanto, o descaso do poder público também impede sua democratização. Como a teoria da indústria cultural de Adorno e Horkheimer apontou, isso ocorre porque o país carece de incentivos para a diversidade cultural existente no país, o que conduz diretamente à alienação social e à realização de lucros comerciais. Portanto, a valorização do capital em detrimento da educação é insustentável, o que contradiz os direitos garantidos pela constituição.
Portanto, fica claro que a democratização da aquisição cultural no Brasil é afetada pelo poder social e público. Diante disso, é necessário que o Ministério da Cidadania coopere com as empresas privadas e implemente políticas públicas que promovam diferentes formas de entretenimento para todas as pessoas, incentivem o lazer cultural dos brasileiros a fim de promover o lazer cultural dos brasileiros. Integrar todas as pessoas para a realização dos direitos garantidos pela constituição.