A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 09/10/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês, Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, visto que a democratização do acesso à cultura no Brasil apresenta barreiras. Esses problemas ocorrem não só pela negligência governamental, mas também pela desigualdade social criada pela população em relação a classe cultural, as quais dificultam a concretização dos planos de More.
No contexto dessa discussão, é preciso considerar que o descaso do governo diante do acesso à cultura consolida o impasse, bem como rompe com a Constituição Federal, dizendo que compete ao estado garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional. isso porque, o estado, por não investir suficientemente em estruturas que promovem a manifestação artística - como salas de cinemas, museus e bibliotecas - corrobora com o atual apartheid cultural existente no brasil. Nesse sentido, a falta de integração e de acessibilidade, contribui com a monopolização da arte aos grandes centros urbanos. Portanto, esse problema precisa cessar-se.
Ainda na perspectiva dessa problemática, é preciso acrescentar que, segundo o IBGE, apenas 10% dos mais ricos do país são responsáveis por cerca de 40% de todo o consumo cultural do Brasil. Isso é um retrato da desigualdade cultural brasileira, já que mostra como a maior parte da população não tem acesso à cultura brasileira devido a sua condição financeira e sendo concentrada toda a informação cultural na classe alta que possui dinheiro para poder conhecer os diferentes tipos de expressão cultura e de cultivar a cultura. Dessa maneira, observa-se que é preciso igualar a capacidade e o direito de conhecer a cultura independente da classe social com que as pessoas se encontram.
Diante do exposto, fica claro que a democratização do acesso à cultura no Brasil requere atenção. Dessa forma, o governo federal - órgão responsável pelos interesses da administração Federal em todo território nacional -, deve investir na criação de salas de cinemas, museus e bibliotecas, por exemplo, para que todos possam ter acesso a cultura como prega a Constituição Federal. Ademais, cabe as mídias sociais, em parceria com o governo federal, conscientizar a população por meio de novelas, filmes, e redes sociais, que não existe classe social na cultura, pois é direito de todos, a fim de acabar com o preconceito. Dessa forma, obtêm-se a solução a par dos cidadãos .