A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Em concordância com o filósofo chinês Confúcio, “A cultura está acima da diferença da condição social”, entretanto, a cultura é destinada as classes sociais com maior poder aquisitivo. Evidentemente, esse óbice está implementado na realidade brasileira e acarreta a exclusão da parcela populacional carente. Diante disso, a democratização do acesso à cultura no Brasil torna-se inviável em virtude tanto das localizações dos espaços culturais em bairros elitizados quanto da instabilidade econômica.
A princípio, âmbitos de produção cultural estão em bairros com moradores pertencentes as classes sociais mais altas. Segundo a Folha de São Paulo, a cidade de São Paulo, concentra 110 museus, a cidade ostenta o título de maior número de museus do Brasil. Em decorrência, da maioria desses espaços estarem localizados em bairros nobres, o desconhecimento da população marginalizada sobre os espaços artísticos está agravando-se.
Ademais, a entrada para esses centros culturais são liberados apenas com pagamento de uma taxa, com apenas um dia de gratuidade. De acordo com um levantamento feito pela consultoria JLeiva Cultura e Esporte, em parceria com o Datafolha, quase um terço da população depende de acesso gratuito para ir a eventos culturais. Diante disso, essa parcela populacional é prejudicada intelectualmente e alienada culturamente.
Por conseguinte, é mister que o Estado tome providências para democratizar o acesso a cultura brasileira. Logo, cabe ao Ministério da Cultura implementar ambientes que promovam cultura em bairros periféricos de forma gratuita, por meio da utilização das escolas públicas que são espaços para apropriação da população. Visto que, as instituições educacionais acolhem toda a comunidade por estar inserido dentro do cotidiano. A fim de promover a interação com a cultura nacional. Constituindo uma sociedade apropriada dos conceitos culturais.