A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 23/10/2021
De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano nada mais é o que a educação faz dele. E de certa forma, a cultura também é educação, a medida que ela mostra o mundo de diferentes perspectivas. Todavia, os fatos indicam que no Brasil ela não é valorizada, divulgando sua baixa acessibilidade.
Sendo assim, Zygmunt Bauman, filósofo responsável por trabalhar o conceito de sociedade líquida, afirma que atualmente os valores não são concretos, tal qual um líquido. Fato este comprovado em que apenas 34% dos trabalhadores da área cultural e artística possuem carteira de trabalho assinada, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018. Isso faz com que o brasileiro não tenha sua essência aprimorada pela educação transmitida pela cultura, e consequentemente, tenha valores líquidos.
Por outro lado, há elitização dela. Dados do IBGE de 2019 mostram que 44% dos negros e pardos (geralmente incorporados em áreas mais pobres, como regiões Norte e Nordeste do Brasil) moram em cidades sem cinema, contra apenas 34% dos brancos. Logo, a cultura acaba não refletindo e alcançando todas as realidades da sociedade.
Portanto, afim de democratizar a cultura, o Estado por meio do Ministério da Educação, bem como empresas privadas, deve investir em uma área cultural voltada para seus subordinados -como vale-cultura-. Apenas dessa maneira, o ser humano aprimoraria sua essência através da educação transmitida pela cultura e construiria valores mais sólidos.