A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 19/10/2021

“Um país muda não por causa de sua economia, política ou mesmo ciência, mas por causa de sua cultura.” Essa frase do sociólogo brasileiro Herbert de Sousa, batizada de Betinho, tem muito a ver com a relação e interação do brasileiro com os equipamentos culturais. Porém, na China, a democratização da aquisição cultural ainda enfrenta obstáculos, seja o trabalho do governo que não é suficiente para promover o contato cultural, seja a escola não incentive os alunos a se aproximarem dos produtos culturais. Nesse caso, é preciso analisar como as ineficiências nacionais e as omissões escolares têm feito com que os brasileiros se distanciem da cultura.

Em primeiro lugar, o baixo investimento do país em equipamentos culturais públicos é o principal desafio do Brasil para democratizar a aquisição cultural. Isso porque, durante décadas, a administração pública negligenciou o potencial transformador que o acesso à cultura pode proporcionar aos indivíduos, seja por possuir uma biblioteca pública avançada ou por assistir a dramas. Por causa dessa desvalorização do governo, a cultura brasileira ganhou status de elite porque as pessoas com menos privilégios não se consideram o público-alvo de shows e exposições em museus. Segundo a UNESCO, não é por acaso que quase todos os brasileiros nunca participaram de museus e exposições de arte.

Além disso, devido ao desinteresse do país em promover a cultura, a negligência das escolas públicas brasileiras também é um entrave à democratização da aquisição cultural. Isso porque a matriz curricular vigente prioriza disciplinas tradicionais e não prevê atividades culturais, como visitas a galerias e cursos de literatura e artes plásticas. Hoje, infelizmente, as escolas costumam ministrar apenas conteúdos considerados “relevantes” para o vestibular, excluindo cursos como cinema e música, que podem aproximar os jovens de projetos culturais. Como resultado dessa exclusão, os indivíduos crescem e pensam que a cultura e a arte têm pouco interesse.

Portanto, é claro que o estado e as escolas devem trabalhar muito para democratizar a cultura brasileira. Portanto, o Ministério da Cultura deve proporcionar aos grupos menos favorecidos do Brasil o acesso à cultura e aumentar o repasse de recursos à Secretaria Nacional da Cultura para a construção de centros culturais nas capitais e cidades. De dentro. Esses centros devem incluir bibliotecas, bem como um anfiteatro para mostrar à comunidade e estúdios de artes plásticas. Além disso, o Ministério da Educação deve incluir visitas a museus e cursos de história da arte no currículo das escolas primárias e secundárias. Portanto, a exposição à cultura no Brasil acabará sendo mais democrática e estimulante.