A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 19/10/2021
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que a democratização da cultura no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na má distribuição de renda e na omissão estatal.
Em primeiro lugar, nesse contexto, é importante destacar que a má distribuição de renda corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque é indubitável que a falta de acesso à cultura está intimamente ligada ao poder aquisitivo dos cidadãos. Com efeito, a célebre frase de Confúcio “a cultura está acima da diferença de condição social” vai de encontro com a realidade brasileira, onde para um trabalhador a sua subsistência e a da sua família é prioridade em relação ao lazer, o qual acaba por ser negligenciado. Assim, é mais fácil para a classe média usufruir de museus, teatros, livrarias, em suma, espaços que deveriam ser frequentados por todos. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.
Outro importante aspecto a ser considerado é que a omissão estatal é uma das causas da questão. Segundo a jornalista Mônicka Christi, a negligência governamental para com o povo na observância e cumprimento de sua obrigação quanto aos direitos do cidadão é uma afronta desrespeitosa à lei e à justiça. Nessa lógica, em se tratando de diversas matérias, mas, principalmente, no que tange à democratização do acesso à cultura no Brasil, percebe-se um total despreparo e inércia por parte do Estado. No sentido de que não há nenhum tipo de educação ou preparação social em relação à questão, ocasionando diversas consequências das quais o próprio Estado não demonstra competência para solucionar. Sendo assim, é inaceitável que um país que detém uma das maiores taxas de impostos do mundo, não tenha planos e meios de erradicar o problema.
Portanto, são essenciais medidas para minimizar o problema. Para isso, compete ao Governo Federal – por ser o responsável por esse impasse - disponibilizar recursos, por meio da definição de uma agenda econômica que democratize o acesso à cultura para as regiões menos favorecidas, a fim de melhorar e ampliar o alcance a bens culturais. Ao fazer isso, o Brasil conseguirá, por fim, tornar popular o acesso cultural.