A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 21/10/2021
Os primórdios da colonização brasileira pelos portugueses foi o período onde foram adotadas intensas práticas de exploração e escravização em larga escala. Isso acabou marcando o Brasil com uma profunda desigualdade social até os dias atuais, onde é evidenciado pelo alto contraste entre os ricos nos centros urbanos e as periferias muito menos favorecidas.
Deste modo, o acesso à cultura acabam sendo uma exclusividade para os poucos que têm o privilégio de residir nesses centros mais afastados . Para contornar essa situação, hoje em dia já foram feitas diversas tentativas de inserir em comunidades a oportunidade de acesso è cinemas, bibliotecas e outras fontes culturais. A grande problemática está no fato de que a grande maioria dessas “tentativas” vieram de organizações não gorvenamentais, que por meio de redes sociais e alguns patrocinadores conseguiram, sem a ajuda do estado, ajudar pessoas a terem acesso à cultura.
Atualmente podemos consideirar a internet como um ótimo meio de acesso, mas em contrapartida, de acordo com o Ministério da Cultura, é a minoria da população, e certamente correspondendo às pessoas privilegiadas economicamente. Pois para se ter o acesso à internet em casa, é necessário de equipamento específico para isso, que pode ser uma aquisição inviável para algumas pessoas.
Portanto, torna-se evidente que o Estado deve trabalhar para democratizar o acesso à cultura no Brasil. Além disso, o Ministério da Cultura deve, a fim de possibilitar à parcela menos privilegiada dos brasileiros o acesso à cultura, aumentar os repasses financeiros às Secretarias Estaduais de Cultura, que deverão ser usados para a construção de centros culturais nas capitais e em cidades médias do interior. Tais centros deverão conter bibliotecas, além de anfiteatro para apresentações para a comunidade, além de oficinas de artes plásticas. Também seria uma proposta interressante o Ministério da Educação incluir visitas a museus e aulas de história da arte no currículo do ensino médio e fundamental. Assim, o acesso à cultura no Brasil poderá finalmente ser mais democrático.