A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 23/10/2021

A preocupação com a cultura no Brasil desembarcou sobre nossas terras latinas com uma família real portuguesa, que trouxe inúmeros livros, obras de arte e até músicos em seus barcos. Desde então, toda a cultura armazenadas e / ou produzidas aqui no Brasil permaneceram nas classes sociais mais altas. Desde o início, nosso conteúdo cultural era feito diretamente para a “nata” brasileira e também tinha acesso exclusivo a eles, fruto de um hábito hereditário de não nomear arte aos mais pobres e mentes preconceituosas.

Em um país afetado pelo neocolonialismo e que projeta um “complexo de vira-lata”, os trajes são coletados desde épocas imperiais. Portanto, ao se considerar a criação de um pólo cultural apenas com a chegada da família real, uma cultura não se destina aos mais pobres e a arte fica totalmente confinada a um pequeno grupo. Outrossim, com uma população majoritariamente analfabeta e sem uma política pública de educação efetiva, a maioria das pessoas não conseguir fazer o uso pleno dela, mesmo que tenha oportunidade de ter o acesso literário. Além disso, o isolamento cultural é óbvio e acontece de formas mais diretas, como ingressos mais caros - fugindo da média brasileira do salário mínimo - ea localização de teatros, cinemas etc., em áreas de elite e / ou distantes da perifeira, ou de formas mais indiretas,

Para além disso, por não haver uma política social efetiva que reintegrasse os negros na sociedade, eles são obrigados a preencher as classes mais pobres e, considerando todo o poder da arte para questionar, mobilizar e mudar opiniões, esse isolamento cultural não é apenas um hábitos hereditários, mas também um ato de racismo e preconceito, criando uma relação de poder até na cultura.