A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 23/10/2021
Prestar atenção à cultura nacional é crucial para o sentimento de pertencimento e identidade de uma nação. À vista disso, cabe à Constituição Federal Brasileira zelar pelo pleno exercício dos direitos culturais e do acesso aos recursos culturais nacionais, apoiar e estimular a valorização e a difusão das expressões culturais e democratizar a aquisição cultural. Todavia, o baixo poder aquisitivo da população associado à desvalorização da cultura nacional provocou atualmente oportunidades culturais limitadas no Brasil.
Em termos de perspectiva, segundo o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-, a desigualdade social no país aumenta a cada ano, e 50 milhões de pessoas no Brasil estão na linha da pobreza. Sem dúvida, a possibilidade de promoção cultural desses cidadãos é limitada, pois o acesso a museus, cinemas, apresentações teatrais e a compra de livros e outros meios culturais são muito elevados em relação ao poder aquisitivo dessas pessoas.
Além disso, vale destacar que o processo de globalização hierarquizou a transmissão de valores culturais, resultando na padronização da existência individual a partir de referências dominantes. Ao mesmo tempo, esse conceito interage com o termo cultura de massa, criado pela Escola de Frankfurt, que foi gerado na perspectiva de apenas um grupo e apenas com fins lucrativos. Como resultado, os valores locais e nacionais são quebrados e as pessoas não obtêm acesso a eles.
Portanto, é necessário que o Estado intervenha diretamente nesta visão. Em primeiro lugar, o governo precisa garantir o consumo de produtos culturais por meio da qualificação profissional dos grupos de baixa renda, a fim de aumentar o poder aquisitivo desse grupo de pessoas. Além disso, a mídia precisa priorizar a cultura popular em seus programas de televisão, a fim de comunicar os valores locais e nacionais ao público. Assim, todo país dá mais um passo na salvaguarda do direito à democratização cultural.